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ano regular, ano extraordinário, ano mau, ano relativamente equilibrado, pelo que: ano normal. mas para o bom.

comecei 2014 a escolher menos resoluções “de ano novo” para perseguir. poucas mas mais convictas. oiço: é “da experiência”.

em 2014 vou arrepender-me de não ter comprado o meu carro em vermelho: o vermelho vai ser o novo branco, branco esse que já foi o novo preto. como odeio branco em carros e o vermelho não me martelava a cabeça em Setembro de 2012, vai permanecer preto. até porque não há dinheiro para trocar de carro apenas por causa de um devaneio pela cor da carroçaria (fossem estes os finais dos anos 90 e até daria..).

a Madonna vai voltar para o Sean Penn – esta é a única previsão (da minha autoria) que vou revelar relativamente aos famosos. tenho outras mas são bastante menos importantes.

andei muito de avião. aprendi que só não há diferença entre a executiva e a económica se morrermos todos lá no ar ou esborrachados no chão (e ainda assim não sei se o oxigénio das máscaras da executiva não é um bocadinho melhor do que o que sai pelas da económica; mas também não sou assim tão picuinhas para querer saber).

arrisquei.

desviei o olhar e tomei atenção a coisas muito diferentes.

vivi a Primavera e o Verão no Estoril. trabalhei em Cascais num gabinete cuja janela tinha três metros de altura. almocei a ver o mar do Guincho sempre que pude. conheci a vista dos Oitavos cheia de febre.

coloquei entraves e dificuldades no meu caminho, como de costume, para que isto tenha um pouco mais de graça.

loirifiquei de vez, para o platinado. encontrei o coiffeur da minha vida – querido Gonçalo que, infelizmente, vai emigrar para o Dubai no mês que vem. coisas da dita von crise.

corri muito. participei num citytrail, cheguei ao fim dos 10 kms sem paragens e a meio da classificação feminina. nessa noite conheci uma americana que tinha vindo viver para Cascais há uma semana e passamos a linha de partida de mãos dadas, a rir muito desejando-nos mutuamente: “I hope you live, I hope you live”. Acabou a prova uns 30 lugares antes de mim mas não a reencontrei no Terreiro do Paço. pensando nessa mais que probabilidade, avisei-a logo que começamos a conversar que ia apaixonar-se por Portugal.

tive uma posse solene – apareci na televisão, prime time, por cerca de 14 segundos (contados pelo meu mano).

passei muito tempo com um amigo que a vida fez irmão. vivemos um sunset épico seguido de uma jantarada de arroz de lingueirão com a roupa da praia. foi um bocadinho ‘argh’ mas ok: tanto o arroz como a roupa da praia até à meia noite. donde resulta que o que importa mesmo é com quem se está. este ano que passou foi muito importante e feliz para ele.

pessoas perderam-me. perdi pessoas. cada vez isso custa menos porque cada vez mais faz parte do que penso ser normal.

Lisboei muito no Verão. Fui ao Convento do Carmo pela primeira vez. e ri-me muito com uma lisboeta que vive no meu coração.

tentei ajudar uma amiga muito querida cujo mundo, de si tão difícil que quase impossível de suportar, ruiu numa parte que era muito bonita.

mandei cartas e telefonei para lugares com os quais nunca tinha falado ou escrito.

viajei muito com a minha filha-boneca.

fui injustiçada e punida com justiça; fui justa e fui injusta. pelo caminho feito até agora continuo invicta de dar o beijo de Judas. já de o receber..

vivi sempre a vida em brasa.

mudei-me para o Alentejo. o meu reino é o mais lindo do país e está indicado como o primeiro starlight tourism destination do planeta Terra. mas, por favor, não digam a ninguém. que estamos muito bem aqui, só nós.

bebi umas garrafas de Monte da Peceguina Rosé gelado dentro da piscina.

completei 40 anos em Roma – a cidade com mais charme que já conheci até hoje.

a minha avó faria hoje -06.01- uma idade que já não poderia fazer. será sempre e para sempre um dos poucos grandes amores da minha vida. ela também adorava viajar pela vida.

photo @ Ana K

26.12.2013 * TP0834 06:55 Lisboa – Roma (FCO)

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